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Assisto a mais um entardecer.
Visto de rubro minha alma neste novo adeus. É inevitável.
Teu corpo se despega lentamente do meu, instaurando esta penumbra em meus
desejos. É fim de ciclo. Só te vejo agora de tempo em tempo.
Já não és dia, nem eu sou noite. Somos apenas entardecer.
E eu te agarro e te arranho. E o céu em vergões mostra ao
mundo meu esforço para reter-se. Pupilas dilatadas em vão.
É inevitável.
Mais um fim de ciclo ou apenas outro mero entardecer?
Leila de Sarquis
SP 18/10/94
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