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A
Alma Escrita 5
Alisei
minha alma ao olhar o mar. Boiando no horizonte, meus olhos descobertos
focavam o ponto mais longínquo, lá onde nem ar nem mar já
se sabem, e na conjunção da esfera remanesce a antiga unicidade
do viver. Somos pontos despegados, como luzes que escapam do fogo primordial.
As escolas unicistas ensinavam que do fogo fátuo as mariposas nasceram.
As larvas candescentes esperaram a alvorada acontecer na cosmogonia das
nações. Os veios de ouro que as minas mais profundas escondem
trazem lembranças das gosmas que de seus poros escorreram. Os buracos
abertos da superfície abarcaram as larvas como lavas de um vulcão
que deixam camadas. Séculos de sedimentação envolveram
seus vestígios e os que nunca viram imaginar.
Vaga-lumes no lusco-fusco confundem as trevas de luz.
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