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Artigos
e Publicações
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Estilos Narrativos e Pertença Social: Análise de Histórias de Vida por Maria Luísa S. Schmmidt |
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Abstract
- Bibliografia
Foram
estudadas quatro comunidades - Parnapuã, Barra do Una, Praia
do Una e Cachoeira do Guilherme - através da metodologia de
relatos orais. A
opção pela metodologia de relatos orais repousa na estreita
relação existente entre experiência e narrativa.
A experiência reporta a uma elaboração do fluxo
do vivido que ocorre, no tempo, pela sedimentação e incorporação
constantes do diverso e do plural que compõem a vida de um indivíduo
e a narrativa é a forma de expressão afinada com a pluralidade
de conteúdos e a constante mutação, no tempo, características
desta elaboração. (BENJAMIN, 1985). Dessa maneira, os
relatos de um sujeito da experiência têm o estatuto de registro
desta experiência: um registro que é, concomitantemente,
ocasião de elaboração e transmissão da experiência.
Duas
modalidades de relatos foram colhidas: histórias de vida e depoimentos.
Com as histórias de vida buscava-se obter uma visão mais
ampla da história e dos fenômenos relevantes para as comunidades,
a partir de seus porta-vozes mais idosos. Buscava-se, também,
uma primeira apreensão de aspectos significativos de modalidades
de experiência próprias ao grupo, bem como conhecer o elenco
de personagens importantes para cada comunidade. Os depoimentos foram
decorrentes das primeiras histórias de vida, circunscrevendo
temáticas - especialmente a tradição das narrativas
e a religiosidade - e ampliando o universo de sujeitos. (QUEIROZ, 1988;
BOM- MEIHY, 1996). A configuração do universo de sujeitos que participaram da pesquisa também deve à metodologia de relatos orais sua coerência e sintonia com os objetivos da pesquisa. A partir das primeiras histórias de vida e de um maior conhecimento e convivência com as comunidades foram emergindo as pessoas significativas que permitiram expandir e qualificar este universo. A configuração em rede dos sujeitos foi feita a partir das indicações advindas dos moradores das comunidades que identificavam, localizavam e qualificavam os personagens sociais em seus diferentes talentos e saberes. Se se considera que as histórias de vida evidenciam uma malha de relacionamentos recíprocos entre o indivíduo e o grupo, na qual o grupo fala através do indivíduo e o indivíduo fala seu ponto de vista sobre as práticas sociais, tem-se, a partir delas, um painel da vida social naquilo que ela apresenta de significativo para os membros de um grupo. Assim, as histórias de vida como ponto de partida indicaram não só os fenômenos correlatos ao objeto de estudo tal como interpretados pelos indivíduos, ampliando as referências da pesquisadora, quanto os sujeitos a serem incluídos na pesquisa. Página Anterior • Próxima Página • Primeira Página • Última Página |
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