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Artigos
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Espaço Econômico Pós a Segunda Guerra(1) por Marcia Maria Cabreira |
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Nas
décadas do pós guerra, o impulso de reconstrução
na Europa Ocidental e no Japão reduziu gradativamente a supremacia
norte-americana. Entre as décadas de 1950 e 1970 o crescimento
econômico médio do G-7 (Grupo dos Sete,
que engloba as maiores economias de mercado do planeta) superou o dos
EUA, enquanto a parte norte-americana na indústria mundial retornava
aos níveis da década de 30. Os
primeiros anos do pós guerra na Europa são
marcados por grandes dificuldades sociais e uma profunda
crise econômica, com racionamento de alimentos e
energia, crescimento das taxas de desemprego, queda acentuada
das exportações. As tensões políticas
cresciam, marcadas por greves e manifestações
populares. Neste contexto a influência dos partidos
de esquerda cresciam em paralelo a essa situação.
A Europa precisava se refazer, as cidades precisavam ser
reconstruídas, a indústria e a agropecuária
necessitavam de grandes esforços para sua recuperação.
Além disso, ainda existia o fato de que os EUA
nesse período eram o principal credor europeu -
uma vez que este país lhes havia vendido durante
a guerra, dentre muitas coisas, armas e alimentos - tendo
assim, que ser pago. Se
por um lado, a Europa era uma grande devedora dos norte-americanos,
por outro lado, os EUA tinham um grande interesse no fortalecimento
da ordem capitalista na Europa Ocidental, tentando assim
impedir o avanço do socialismo no continente. Esse
interesse materializou-se em forma de ajuda econômica.
Desse modo as bases para a implantação do
Plano Marshall estavam lançadas. Decorrente da
Doutrina Truman, o Plano Marshall, foi um eficiente
instrumento econômico e financeiro da sedimentação
da área de influência norte-americana na
Europa Ocidental. O então secretário de
Estado norte-americano George Marshall, lança em
junho de 1947 as idéias básicas do Plano,
que foi proposto a todos os países europeus, inclusive
à ex-URSS. A
grande crise econômica vivida pelos europeus foi
diagnosticada como sendo causada pelo desequilíbrio
das trocas comerciais entre o EUA e Europa e na conseqüente
carência européia de dólares. O plano
previa transferência de dólares de um lado
a outro do Atlântico Norte, através da concessão
de fundos, créditos e suprimentos materiais a juros
irrisórios; estratégias econômicas
continentais cujo objetivo era a recuperação
da atividade econômica européia, a retomada
das trocas equilibradas com os EUA e o retorno dos antigos
fluxos comerciais intra-europeus, caracterizados pela
troca de manufaturados do oeste por produtos agrícolas
do leste; consolidação do capitalismo na
Europa Ocidental e a reintegração da faixa
de segurança soviética do leste na economia
capitalista mundializada. A
URSS retirou-se das negociações do plano
em 1948, temendo não só a entrada de uma
enxurrada de dólares nas frágeis economias
dos países do leste europeu, mas também
as conseqüências políticas que esse
dinheiro poderia trazer a essas economias. Os países
da Europa Oriental, seguiram a decisão soviética,
declinando da "ajuda" norte-americana. O
Congresso Norte-Americano distribuiu cerca de 13,100 bilhões
de dólares à Europa entre 03 de abril de
1948 a 30 de junho de 1952. Os países mais beneficiados
foram:
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