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Artigos
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Espaço Econômico Pós a Segunda Guerra(1) por Marcia Maria Cabreira |
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IMES
- Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano
do Sul
Departamento de Ciências Econômicas São Caetano do Sul / Junho / 1999 Antes
de entrar propriamente no debate sobre o tema - Espaço
Econômico Após a Segunda Guerra -,
é importante recapitular historicamente, de modo
breve, o período anterior. Pode-se
dizer que a economia capitalista internacional passou
por três grandes momentos neste século. O
primeiro, iniciado na metade do século XIX e que
durou até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918),
marcado pelas indústrias de aço e motores
a combustão interna, pela eletricidade e pelo petróleo.
Este primeiro momento foi também por sua vez marcado
por uma série de crises agudas, cujo ponto máximo
foi a chamada Grande Depressão de 1929.
Até esse momento a economia e o controle geopolítico
de partes do globo eram feitos pela Inglaterra, a grande
potência daquele período. O
período entre guerras pode ser caracterizado como
sendo um período de transferência do eixo
de poder político, militar e econômico mundiais,
da Inglaterra para os EUA. Tendência essa que se
mantém e é acentuada no período do
pós Segunda Guerra Mundial, no que se refere às
economias capitalistas ocidentais. O
segundo momento destacado é o processo histórico
que se desenrola pós Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
e que será alvo de um debate de maior profundidade
em seguida. A partir desse momento, o crescimento mundial
é retomado e o é feito com base na reativação
da produção e da circulação
de mercadorias. Assim os EUA se colocam-se como a principal
potência do século, uma vez que a força
e a organização de suas indústrias
contrastavam e muito com a desorganização
geral do sistema produtivo europeu e japonês arrasados
pela guerra. O
terceiro e último momento ao qual me refiro diz
respeito à atualidade, onde assistimos desde a
queda do muro de Berlim à reformulação
das fronteiras de várias nações européias
e de suas economias. Este
texto abordará as transformações
econômico-políticas que ocorreram no mundo
pós 45, tendo como eixo central a reorganização
européia. Analisaremos o papel que EUA e URSS passam
a desempenhar no novo cenário mundial, sem perder
de vista as transformações pelas quais passaram
conseqüentemente África, Ásia e América
Latina. No
plano político e econômico destacamos para
a nossa análise a chamada Guerra Fria e a
Política de Distensão ('détente'),
a formação de Blocos Econômicos
Regionais Supranacionais Europeus e a descolonização
da África e Ásia e as reformulações
no campo econômico pelas quais a América
Latina passou. Partindo desses pontos é
que faremos à luz da Geografia Econômica
a análise do período que estende de 1945
até os anos 80. Terminada a Segunda Grande Guerra Mundial, Europa e Japão estão arrasados e os EUA em pleno vigor econômico. O fim da Guerra é marcado pela divisão do mundo em dois grandes blocos econômicos e políticos: o capitalista e o socialista, a essa bipolarização chamou-se de Guerra Fria. Neste contexto de mundo dividido, os EUA assumem a liderança estratégica e econômica do Ocidente. O dólar desde os Acordos de Bretton Woods (1944), ancorado ao ouro por um sistema de câmbio fixo, assumiu o papel de meio de troca e moeda internacional de reserva (papel que mantém até 1971 quando se inaugura a fase do câmbio flutuante). Os empréstimos e investimentos norte-americanos e as alianças militares dirigidas pelos Estados Unidos formaram os dois pilares da segurança do mundo capitalista. (1) Este trabalho foi elaborado para prova de ingresso para a cadeira de Geografia Econômica, do curso de Ciências Econômicas do Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano do Sul. |
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