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Projeto Casarão - Contato: Débora - email: dmnlgalvani@uol.com.br

Projeto Casarão



A infância a juventude de parcela significativa da população brasileira encontram-se na indigência, vivendo em situação de precariedade e vulnerabilidade extremas.

Esta situação está vinculada a fatores de dissociação social e precarização do trabalho levando, freqüentemente a uma situação de pauperização da sociabilidade sócio-familiar com uma série de rupturas na constituição do vínculo.

É propósito deste Projeto de formação de Centro de Convivência e Cultura da Celso Garcia desenvolver possibilidades que permitam às crianças e adolescentes da Unidade Habitacional da Celso Garcia lutar contra o tédio, as pequenas artimanhas, as andanças, o perambular sem horizonte. Trata-se de ampliar probabilidades e oferecer possibilidades de vida e, por vezes, criar outras trajetórias para a experiência desterritorializante da toxicomania.

 

 


Num esforço oposto ao da desterritorialização e da desfiliação, o Movimento de Luta por Moradia Urbana organizou-se em entidade civil sem fins lucrativos no início da década de noventa. A Associação de Construção por Mutirão do Casarão (forma de construção recomendada pela ONU, HABITAT II, 1996), foi formada por moradores de cortiços do Brás, Moóca e Belém na cidade de São Paulo e obteve aprovação de convênio com a Prefeitura para construção das habitações que formam um conjunto de quatro edifícios de quatro andares, localizados na Av. Celso Garcia (Brás), onde residem atualmente 182 famílias.

Desde 1997 o condomínio tem buscado formas de organizar e garantir qualidade de vida e o acesso a serviços e participação social plena. Ali convivem como moradores cerca de 600 pessoas, sendo que 300 na faixa etária entre 0 a 21 anos. Destes, 66 são crianças que possuem entre 0 a 6 anos, 102 crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos e 110 adolescentes e jovens acima de 14 anos.

O Projeto Casarão se desenvolve e parceria com o Projeto Metuia - Grupo interinstitucional de estudos, formação e ações pela cidadania de crianças, adolescentes e adultos em processos de ruptura das redes sociais de suporte - do qual participam pesquisadores do grupo "Políticas, Ações Sociais, Cultura e Reabilitação- CNPq".

 
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